O espetáculo vai começar...
A platéia está aos prantos...
A anciosidade toma conta do local...
A figura de um mestre de palco ainda não definida controla a cena. Um corpo feminino sem cabeça e vestido em couro com scarpins entra. Será a assistente. Um outro corpo, esse apenas com um longo pescoço e cabeça, também feminina e loura, está ao lado do mestre de palco e me parece feliz. Sorridente demais.
Se acoplam.
Se unem.
Se fundem.
Agora, a grande moça, de mais ou menos dois metros de altura, sem contar com o seu longo pescoço, loura e de scarpins, entra numa caixa de um metro de largura por dois de altura. Dentro, uma outra moça, que não consigo visualizar, possui três cabeças. Uma na vagina, outra no útero e outra no lugar de sempre. Acima do pescoço. Esse, mais modesto. Tem proporções normais. De repente todas se fundem à ordem do mestre de palcos.
A moça regurgita e cabeças sobem como um bolo de carne mal mastigado. Todas passando garganta acima.
A cena macabra se repete e se repete e se repete.
Pesadelo em 30/12/2007
C.
segunda-feira
sexta-feira
Mocidade Independente
Pela primeira vez infringi a regra de ouro e voei pra cima sem medir mais as conseqüências. Por que recusamos ser proféticas? E que dialeto é esse para a pequena audiência de serão?
Voei pra cima: é agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem uma graça atravessando o Estado de São Paulo, de madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta contramão.
Ana Cristina Cesar
Ao som de Nara Leão
C.
Voei pra cima: é agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem uma graça atravessando o Estado de São Paulo, de madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta contramão.
Ana Cristina Cesar
Ao som de Nara Leão
C.
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