Terça-feira

Seguindo em frente.

Hoje o dia é de sol, contrariando toda a lógica terçaferiana de inverno.
Acordei bem cedo. Fumo um cigarro e tomo uma caneca de café solúvel. Não uso a minha caneca predileta, a preta, pois ela sumiu. Furtada por algum gnomo ou apenas esquecida por mim, em algum canto obscuro da casa.
Lembrei-me dos velhos tempos de espelho/confessionário. Tempos em que eu me perguntava sobre a vida e quais as razões da vida. Tempo em que eu era confuso. Tempo em que eu não era eu.
Acredito ter acordado. Renascido de alguma forma. Me libertado de um sonho torpe, sabe-se lá como.
Voltei a organizar minha vida sem palpites alheios. Isso, de uma forma ou de outra, sempre me atrapalhou.
Soube que Agosto era o mês das transformações e que por isso, seria um periodo terrível. Bem, não pra mim. Encaro como uma época de transição total. E tudo o que muda ou se transforma é bom. Agosto já é amanhã. E então?
O meu coração está a mil por hora. Não tenho mais medo e nem dúvidas quanto ao que fazer.
Está tudo certo. Vou em frente, na contra mão. Agora, sem parar.
"Eu me aventuro sempre. Entro em todos os palcos".

Hoje, enlouquecendo com os gritos de The Darkness.

C.

Segunda-feira

Eu e Eu.


Olá, como vai?
Eu vou indo, e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro. E você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...
Oh! não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo, talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso beber
Alguma coisa, rapidamente
Pra semana...
O sinal...eu procuro você...
Vai abrir... vai abrir...
Prometo, não esqueço
Por favor, não esqueça, esqueça...
Adeus,
Não esqueço, adeus.

(Mª Bethânia e Chico)