O frio toma o meu corpo por completo.
O “monstro destruidor de desejos” fala em um desespero que é só dele. E me ignora.
Calculo os meus dias e evito a autopiedade.
A pena é algo que me deprime.
Hoje, pela manhã, recebi o tão amoroso (ou seria confortável?) beijo materno.
O calor de sua boca ainda se encontra intacto em minha face.
Menino de ouro desencaminhado.
Eu queria saber por que é que as pessoas enxergam atravez de mim. Elas não me olham, me atravessam.
Atravessam tão rápido, que é impossível de eu me sentir invadido.
C.
Sábado
Terça-feira
Mal Secreto
Reorganizo minha “trilha” com maestria.
Levanto da minha cama e canto para o Sol. Imponente em absoluto.
Recebo uma ligação de minha mãe. Está com saudades, lamenta minha ausência.
Desculpo-me.
Em frente ao meu espelho, interrogo minha face.
Tenho idéias confusas na cabeça e no peito mas, fixamente, interrogo-me.
Sei que tenho passos cansados de dançar a mesma dança. Mesmo assim, continuo.
Preciso deste exercício de auto-afirmação.
Pergunto-me se realmente é preciso voltar para o velho espelho carcomido e retomar, de onde parei, a minha analise pessoal.
É como se eu levasse um tapa na face. Assim, tão simples, logo pela manhã.
É pra acordar.
E eu acordo.
Seria mais fácil se todos os males da alma pudessem ser jogados em um verso.
Saio para procurar emprego. Tenho anseio de entrar para a classe proletária, mas a idéia de “Real” como moeda corrente me desanima.
Terei de ser polianesco ao extremo, se quiser conforto interno.
Talvez tudo dê certo. Como dois e dois são cinco.
C.
Ao som da magnífica Gal Costa.
Levanto da minha cama e canto para o Sol. Imponente em absoluto.
Recebo uma ligação de minha mãe. Está com saudades, lamenta minha ausência.
Desculpo-me.
Em frente ao meu espelho, interrogo minha face.
Tenho idéias confusas na cabeça e no peito mas, fixamente, interrogo-me.
Sei que tenho passos cansados de dançar a mesma dança. Mesmo assim, continuo.
Preciso deste exercício de auto-afirmação.
Pergunto-me se realmente é preciso voltar para o velho espelho carcomido e retomar, de onde parei, a minha analise pessoal.
É como se eu levasse um tapa na face. Assim, tão simples, logo pela manhã.
É pra acordar.
E eu acordo.
Seria mais fácil se todos os males da alma pudessem ser jogados em um verso.
Saio para procurar emprego. Tenho anseio de entrar para a classe proletária, mas a idéia de “Real” como moeda corrente me desanima.
Terei de ser polianesco ao extremo, se quiser conforto interno.
Talvez tudo dê certo. Como dois e dois são cinco.
C.
Ao som da magnífica Gal Costa.
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