Passo todas as manhãs construindo novas faces, novos personagens para enfrentar o dia a dia.
O meu espelho, cheio de reflexos que delatam o meu desgaste, já não me traz tanto medo.
Não quero mais o pavor da estranheza, ou a agonia das lembranças embaçadas.
Quebro o espelho em mil pedaços e ignoro os anos de azar ditados por uma superstição idiota.
Grito, grito mesmo, escândalo puro de uma mente em crise agonizante.
Hoje eu percebo que mais um ano se despede. Mais um baú cheio de recordações é arquivado.
E o que muda?
Bebi alguns goles da cachaça vulgar que ocupa umas das minhas prateleiras na cozinha. Acendo um cigarro, escuto uma música... é The Verve.
O clima construído me empurra para a palavra escrita. Algo que já não consigo mais fugir.
Tudo o que escrevo se torna passado, o presente em um segundo se torna passado também. Talvez até mesmo a idéia de futuro.
Marquei mais uma vez o meu corpo, numa fuga estética covarde.
O que poderia significar?
Nem eu mesmo sei.
Tento não me perder em meio a devaneios, mas antes mesmo de tentar, acredito já estar perdido.
Sufoco uma dor desnecessária. Poderia me livrar do que não faz bem.
Mas o que me conforta, é a certeza de que dentro dos meus olhos, está o infinito.
C. Coga
quinta-feira
Novidades
Os dias nunca foram tão velozes como os que se foram recentemente.
Muita coisa mudou.
Acontecimentos bons e outros não tão bons, mas nada que me tirasse o fôlego.
Comecei a trabalhar em uma casa cultural. Na Verdade, é um café cultural, onde uma boutique tenta se fazer notar. (Ou seria o seu vendedor: Eu?)
Topei gerenciar uma loja com uma "proposta" interessante: Arte/moda/café.
Nesses poucos dias em que estou trabalhando, pude fazer novos amigos e conhecer um pouco mais dos artistas contemporâneos daqui da Bahia.
Eu estava realmente precisando sair da "toca". Não suportava mais a condição em que me encontrava. Trabalhar é sempre bom, mesmo que seja por uma "merreca".
Estar em contato novamente com meu mundo (profissão) é delicioso. Essa idéia de retorno me entusiasma.
Penso em colocar algumas peças minhas lá na loja, dois ou três looks, mas ainda estou estudando essa possibilidade. Tenho que avaliar absolutamente tudo.
Estava com saudades de escrever, mas os dias estão cada vez mais exaustivos e não me deixam com condições físicas para mais nada além de um chá e cama.
Sonhei com Bénin esta noite (Amigo que está em Londres). Foi confortante.
* Fragmento de meu diário pessoal.
Esta semana ao som de Eurythmics, Sweet Dreams.
C. Coga
Muita coisa mudou.
Acontecimentos bons e outros não tão bons, mas nada que me tirasse o fôlego.
Comecei a trabalhar em uma casa cultural. Na Verdade, é um café cultural, onde uma boutique tenta se fazer notar. (Ou seria o seu vendedor: Eu?)
Topei gerenciar uma loja com uma "proposta" interessante: Arte/moda/café.
Nesses poucos dias em que estou trabalhando, pude fazer novos amigos e conhecer um pouco mais dos artistas contemporâneos daqui da Bahia.
Eu estava realmente precisando sair da "toca". Não suportava mais a condição em que me encontrava. Trabalhar é sempre bom, mesmo que seja por uma "merreca".
Estar em contato novamente com meu mundo (profissão) é delicioso. Essa idéia de retorno me entusiasma.
Penso em colocar algumas peças minhas lá na loja, dois ou três looks, mas ainda estou estudando essa possibilidade. Tenho que avaliar absolutamente tudo.
Estava com saudades de escrever, mas os dias estão cada vez mais exaustivos e não me deixam com condições físicas para mais nada além de um chá e cama.
Sonhei com Bénin esta noite (Amigo que está em Londres). Foi confortante.
* Fragmento de meu diário pessoal.
Esta semana ao som de Eurythmics, Sweet Dreams.
C. Coga
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