terça-feira

Por que eu seria Polianesco?

Figurando algo que ainda não tive coragem de escrever, ou melhor, assumir.
Uma porta que se abriu sem eu fazer o mínimo esforço. Atravesso.
Mundo paralelo, misto de realidade cosmopolita e fantasia infanto-juvenil. Livros de poesias eróticas e uma carteira de cigarros. Esse é o meu carma, talvez o meu câncer.
Uma amiga me disse que os “bons” morrem de câncer.
Quem disse isso a ela?
Reabro as cortinas e o dia não está definido. Nem Sol e nem chuva.
Algum intermédio entre eu e o meu desejo quase esquecido de ir à praia numa tentativa de fuga “Terçafeiriana”.
Abuso da minha conta telefônica enquanto tomo um café amargo, pois não tenho mais adoçante e não sei mais como “dosar” o açúcar.
Dentro do café, algumas gotas homeopáticas de vodka vagabunda. Um outro cigarro é aceso.
Passeio por alguns sites de compras e brinco de ser fútil. Compras canceladas antes de perceber que não tenho como pagar.
Os cartões de crédito podem ter consciência?
A velha mulher do jornal com sua cara desfigurada, grita na minha porta.
Uma sirene da “samu” insiste em chamar minha atenção.
É, hoje o dia não será fácil.

Bem, acho que voltei para o blog.

C. Coga