Sabe o que é um coração amar ao máximo de seu sangue?
Bater até o auge de seu baticum?
Não, você não sabe de jeito nenhum.
Agora chega.
Reforma no meu peito!
Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas aproximem-se!
Rolos, rolas, tinta, tijolo comecem a obra!
Por favor, mestre de horas, tempo meu fiel carpinteiro. Comece você primeiro passando verniz nos móveis e vamos tudo de novo do novo começo.
Iansã, Oxum, Afrodite, Vênus e Nossa Senhora apertem os cintos . Adeus ao sinto muito do meu jeito.
Pitos ventres pernas aticem as velas que lá vou de novo na solteirice exposta ao mar da mulatice à honra das novas uniões.
Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas...
Protejam as beiras lustrem as superfícies aspirem os tapetes...
Vai começar o banquete de amar de novo.
Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões... façam todos suas inscrições.
Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate.
O homem que hoje me amar encontrará outro lá dentro.
Pois que o mate.
Elisa Lucinda
Quinta-feira
Sexta-feira
Av. da consolação
O desespero era enorme.
A expectativa de pisar em um lugar que é meu e que ao mesmo tempo nunca foi.
O impacto de estar em meio de um tornado de pessoas nervosas, de prédios colossais, de ser apenas mais um.
Me senti um pequeno grande homem.
Um misto de felicidade/tristeza/euforia/ansiedade tomou conta por completo de mim. Mas ali eu estava, como tinha previsto/premeditado. É, São Paulo estava perante meus olhos, debaixo dos meus pés.
A primeira coisa que pensei foi acender um cigarro e andar. Entregar-me a ruas, ruelas, becos e botecos.
Sim, eu estava em São Paulo.
Não foi apenas um sonho, um desejo bobo e infantil. Droga, eu estava realizando minha meta.
Não consegui desperdiçar nem um soslaio, nem mesmo uma picadela. A multidão, a diversidade, o meu mundo.
É como se eu estivesse de volta ao meu quartinho/manicômio, recortando flyers e colando na parede.
A loucura estava realmente reunida ali, a minha volta, por todos os lados.
Lar doce lar.
A minha falta de preocupação com a fome, frio, ou qualquer outra bobagem que viesse a desviar minha atenção daquela maravilha era constante.
Quantas noites eu chorei de saudades de um lugar que eu nunca pisei. Quantas brigas tive comigo mesmo.
São Paulo estava ali. Minha, só minha.
Acima de todos os prédios, eu desfrutava o ápice desta minha loucura.
O gostinho da loucura me satisfaz.
A vontade de correr e pular/voar... sentir aquele gélido vento em meu rosto.
Pouco me importa de ser apenas mais um. Eu sou esse "um".
Pra quê tentar controlar minhas emoções. É o meu momento.
Me entreguei a noitada paulistana como um digno paulista.
Senti a adrenalina correr por todo o meu corpo.
Eu estava elétrico. Como nunca.
Experimentei ser um pouco Cássio, um pouco, apenas.
O efeito passou.
Tive que me abandonar mais uma vez e encarar a realidades dos fatos. A festa tinha acabado.
Mais uma vez, tive os meus sonhos frustrados.
O cigarro acima de todos os prédios já não tinha o mesmo gosto.
E assim, arrumei minha mochila e me despedi do meu sonho.
Um dia eu volto a sonhar novamente.
A expectativa de pisar em um lugar que é meu e que ao mesmo tempo nunca foi.
O impacto de estar em meio de um tornado de pessoas nervosas, de prédios colossais, de ser apenas mais um.
Me senti um pequeno grande homem.
Um misto de felicidade/tristeza/euforia/ansiedade tomou conta por completo de mim. Mas ali eu estava, como tinha previsto/premeditado. É, São Paulo estava perante meus olhos, debaixo dos meus pés.
A primeira coisa que pensei foi acender um cigarro e andar. Entregar-me a ruas, ruelas, becos e botecos.
Sim, eu estava em São Paulo.
Não foi apenas um sonho, um desejo bobo e infantil. Droga, eu estava realizando minha meta.
Não consegui desperdiçar nem um soslaio, nem mesmo uma picadela. A multidão, a diversidade, o meu mundo.
É como se eu estivesse de volta ao meu quartinho/manicômio, recortando flyers e colando na parede.
A loucura estava realmente reunida ali, a minha volta, por todos os lados.
Lar doce lar.
A minha falta de preocupação com a fome, frio, ou qualquer outra bobagem que viesse a desviar minha atenção daquela maravilha era constante.
Quantas noites eu chorei de saudades de um lugar que eu nunca pisei. Quantas brigas tive comigo mesmo.
São Paulo estava ali. Minha, só minha.
Acima de todos os prédios, eu desfrutava o ápice desta minha loucura.
O gostinho da loucura me satisfaz.
A vontade de correr e pular/voar... sentir aquele gélido vento em meu rosto.
Pouco me importa de ser apenas mais um. Eu sou esse "um".
Pra quê tentar controlar minhas emoções. É o meu momento.
Me entreguei a noitada paulistana como um digno paulista.
Senti a adrenalina correr por todo o meu corpo.
Eu estava elétrico. Como nunca.
Experimentei ser um pouco Cássio, um pouco, apenas.
O efeito passou.
Tive que me abandonar mais uma vez e encarar a realidades dos fatos. A festa tinha acabado.
Mais uma vez, tive os meus sonhos frustrados.
O cigarro acima de todos os prédios já não tinha o mesmo gosto.
E assim, arrumei minha mochila e me despedi do meu sonho.
Um dia eu volto a sonhar novamente.
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